Um clip, um tubo de cartão, um alfinete...

Ideias para experiências de física ou pequenos projectos de física experimental, para realizar em casa ou no laboratório da escola.

Mensagempor jap em Quinta Nov 01, 2007 8:54 pm

Acho que gostarão de ver este vídeo:


Parte 1

Parte 2
José António Paixão
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Mensagempor manuelmarque em Quinta Nov 01, 2007 9:18 pm

MiguelReisOrcinha Escreveu:(...)

uma invenção surge sempre como uma maneira de satisfazer uma necessidade... naqueles campos de concentração já nem deus servia para os manter agarrados à vida... ver pessoas desmembradas e jovens mais novos que nós ali mortos no chão... eram tempos terríveis... qualquer notícia, qualquer indício de que a casa deles ainda estava intacta era a uníca razão pela qual continuavam a lutar... para acabar o serviço militar obrigatório... os que tavam lá pela pátria eram os primeiros a levar com um morteiro em cima... os outros aninhavam-se nas trincheiras à espera que os aviões fizessem o trabalho (não os censuro!) as linhas no Nordeste da Alemanha tiveram imenso tempo paradas à espera dos tanques russos para atacar... um pouco de história nunca fez mal a ninguém :D


Sim, as tuas palavras fizeram-me vir à cabeça uma série de imagens - filmes, reportagens... tempos terríveis, de facto :(. Ainda há alguns meses andei a ler um livro que retratava esses tempos, sem eufemismos!

Quanto à questão do potencial (temos que manter isto on-topic ;)), não te preocupes, decerto te irão explicar isso melhor na Física de 12.º ano.
(nem imaginas o quão faz falta num curso universitário que envolva Física... aqui na FCUP o pessoal que teve Biologia/Psicologia/whatever está-se a ver grego para fazer a cadeira de Mecânica do 1.º ano...)
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Mensagempor MiguelReisOrcinha em Quinta Nov 01, 2007 9:21 pm

pois acredito... andei a ver as palestras do professor walter lewin e tudo o que ele tava a ensinar era o que ou ja tinha aprendido ou tou a aprender agora... um colega meu que quer ir para engenharia civil e queria ir para psicologia :D

o professor de física começou a gozar com ele :D
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Mensagempor jap em Quinta Nov 01, 2007 10:21 pm

manuelmarque Escreveu:
(...)
Quanto à questão do potencial (temos que manter isto on-topic ;)), não te preocupes, decerto te irão explicar isso melhor na Física de 12.º ano.
(nem imaginas o quão faz falta num curso universitário que envolva Física... aqui na FCUP o pessoal que teve Biologia/Psicologia/whatever está-se a ver grego para fazer a cadeira de Mecânica do 1.º ano...)


Já irei responder à questão da "terra" e do "potencial". Mas vais dar estes assuntos na disciplina de Física do 12º ano, mais lá para a frente. 8)

Também estou convencido que cursar Física no 12º ano é um dos melhores investimentos que alguém pode fazer se está a pensar seguir um curso na área das ciências ou das engenharias... :D
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Mensagempor MiguelReisOrcinha em Quinta Nov 01, 2007 10:32 pm

pois... mesmo que em termos de nota não tenha qualquer efeito (por enquanto) tem um caracter académico muito importante... tudo o que dei a física no secundário não se compara com nada do que tou a dar agora... nós nunca nem sequer demos porque é que a força centrípeta existe... era só calcular o valor e acabou... a minha professora dizia que eu gostava de complicar só porque eu perguntava porquê :lol:
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Mensagempor manuelmarque em Sexta Nov 02, 2007 8:19 am

Bem, isso também só vais aprofundar mais na faculdade... eu já falei sobre isso, mas é necessário entrar com coordenadas polares - foi uma análise interessante, realmente. ;)

Mas muitas vezes o pessoal vai para outras disciplinas de 12.º ano, porque acha a Física demasiadamente difícil - e, pior - não dá nota decente! Eu tive a experiência surreal ( :shock: ) de um colega meu me ter dito que eu tinha sido um idiota a ir para Física, porque me ia descer a média... :roll: (yeah right, como se a Ed. Física já não fizesse isso... :lol: ).

Enfim... ironicamente, esse mesmo colega está agora a ter Mecânica comigo... e, seguramente, faz parte do "grupinho" que vai ter mais dificuldade a apanhar as coisas, visto não ter tido Física de 12.º ano... :P
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Mensagempor MiguelReisOrcinha em Sexta Nov 02, 2007 8:50 pm

quanto a ed. fisica nao me posso queixar... tive 17 :roll:

física até agora tem corrido bem... no 1º teste tive 17,5... um bocado fraco mas fui mesmo muito estupido... perdi 12 pontos a calcular a aceleração media quando devia ter calculado a angular... eu saio do teste a pensar "o professor não avaliou a aceleração angular... que estranho"... enfim... no proximo sai melhor
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Mensagempor FF em Sábado Nov 03, 2007 5:29 pm

O termo terra (ground) pode ter vários significados em electricidade conforme o contexto em que está ser utilizado.

A superfície da Terra é um condutor e está toda ao mesmo potencial, que por comodidade se convenciona ser o potencial zero.
Por razões de segurança, as instalações eléctricas têm um terceiro fio, de cor amarela e verde, que está ligada a elementos metálicos (normalmente varetas ou folhas de cobre ) bem enterrados em solo condutor na nossa casa ou prédio– é o fio de terra. Nas tomadas com terra este está ligado aos dois grampos metálicos desprotegidos e visíveis do exterior da ficha.
A energia eléctrica que chega a nossa casa vem através de dois fios que mantêm entre eles uma d.d.p. alternada – os tais 230V. Mas um dos fios (o neutro) também está ligado do lado de quem nos fornece a energia à terra. O outro, que é chamado a fase, tem portanto um potencial variável ao longo do tempo relativamente à terra. Como, a menos que estejamos completamente isolados, nós estamos ao potencial da Terra, se tocarmos com o dedo na fase podemos apanhar o tal choque, que pode ser fatal. As tomadas eléctricas não têm marcação e não sabemos qual dos dois bornes é o neutro e a fase - mesmo que saibam, como em caso de deficiência da instalação eléctrica em certas condições o neutro pode ficar ao potencial da fase, este deve ser sempre encarado como potencialmente perigoso.
Mas onde é que vem a segurança da terra? De acordo com as regras de segurança, nos aparelhos que tenham carcaças metálicas ou condutoras estas têm de estar ligados por pelo fio à terra da ficha e assim nunca correm o risco de “dar choque”. Já agora, quem sabe o que é a protecção diferencial?

Muitas vezes em electrónica definimos um condutor do circuito para origem dos potenciais e todos os sinais são definidos a partir dele. Por associação de ideias, também chamamos a esse ponto “a terra”, se bem que muitas vezes possa não estar ao potencial da terra!

Para mais informações não deixem de ver a Wikipedia sobre ground (electricity) – mas devo dizer que fiquei horrorizado com as falhas de segurança que parecem ser toleradas nestes artigos! Felizmente os regulamentos e práticas europeus são muito mais rigorosos que os americanos – talvez por a tensão de rede nestes países ser de 110V, potencialmente menos perigosa que os nossos 230V.
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Mensagempor jap em Sábado Nov 03, 2007 5:53 pm

E há mais alguns (subtis) factores que fazem com que uma boa terra seja fundamental nestes rádios muito simples, do estilo do "rádio de trincheira" ou "rádio de cristal/galena" (falarei deste mais tarde!).

Vejam esta transcrição da Wikipedia, relativa à importância de um bom "grounding" na antena de um "rádio de cristal": :wink:


Importance of grounding

The long wire type antennas often used with crystal radios are Monopole antennas. To receive signals from this type of antenna, a ground reference is needed to provide a place for the antenna signal electricity to flow into and out of. Because crystal radios have no other source of power than the electrical power they receive from the antenna, the grounds for crystal radios must be much better than those used by amplified radios. The importance of this is easy to overlook by those familiar with amplified radios. Amplified radios use energy (voltage) detectors and as such do not need to take much raw power from the antenna and need little or no physical ground. Crystal radios rely on power detection and need to encourage as much antenna current as possible to flow. This requires effective grounding.
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