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MensagemEnviado: Terça Fev 12, 2008 10:58 pm
por jap
Para terem uma ideia do CD, HH inspirou-se nas letras das canções de Joni Mitchell e convidou uma série de cantores conhecidos para interpretarem a sua nova roupagem musical jazzística dessas canções...

Vejam aqui:

River: the Joni letters

Repararam nos instrumentistas que acompanham Herbie? Wayne Shorter, Dave Holland, Vinnie Colaiuta,... grandes nomes do Jazz! :D

MensagemEnviado: Quarta Fev 20, 2008 9:39 pm
por jap

MensagemEnviado: Quarta Fev 20, 2008 9:59 pm
por hexphreak
E a música pop atinge um novo nível de indescritibilidade :P Pelo menos o título é inteligente, segundo a Wikipedia.

Ah, tinha-me esquecido de dizer, mas já ouvi o River, é muito bom :D Gostei particularmente da Norah Jones, acho que combina perfeitamente com o piano de Hancock.

MensagemEnviado: Quarta Fev 20, 2008 10:07 pm
por hexphreak
E quem diria... Can Scientists Dance? :shock:

No one quite knew what to expect as the lights came up on a pair of astrophysicists dressed as binary galaxies. To the tune of an old tango, Ruth Gruetzbauch stalked and twirled around Jesús Varela before surrendering to his supermassive gravity. The rowdy audience of scientists exploded with applause. The world's first Dance Your Ph.D. Contest, with Christoph Campregher at the controls of the sound system, was off to a good start.

E, como não podia deixar de ser...

A big help was his choice of music—a jazz interpretation of African Pygmy tribal music by Herbie Hancock (...)

MensagemEnviado: Quarta Fev 20, 2008 10:34 pm
por manuelmarque
Indo um pouco para fora do assunto inicial do tópico, mas achei que devia publicar isto...


Imagem

Sim, isto podia bem estar escrito numa mesa de uma escola, mas nada mais diferente! Isto estava escrito num dos muitos armários das camaratas masculinas do NTM "Creoula", um navio de treino do mar da Marinha Portuguesa!! :D:D :twisted:

É estranho como podemos encontrar Física em qualquer sítio... no HH, nas celebridades, e até no Creoula! :)

MensagemEnviado: Quinta Fev 21, 2008 11:52 pm
por jap
And now for something different! :lol:


Estava a faltar hoje o nosso Herbie, não é verdade?

Cycologists & Herbie Hancock


:shock:
Pitónico, não? :roll:

A guerra do DRC

MensagemEnviado: Domingo Mar 09, 2008 7:02 pm
por jap
Se alguém costuma brincar com o "Audacity" ou equivalente, e gosta de música, de preferência sem distorção, já deve ter ouvido falar deste assunto, a guerra do DRC, também conhecida por "loudness war".

Para mais logo. Stay tuned! :wink:

MensagemEnviado: Domingo Mar 09, 2008 7:22 pm
por sagardipak
Nunca ouvi falar. Já fui ver o que é, e parece interessante :wink:

Agora guerras guerras, já chega as do DRM :?

MensagemEnviado: Domingo Mar 09, 2008 7:24 pm
por hexphreak
Essencialmente, as produtoras têm vindo a aumentar o volume das gravações artificialmente, para se destacarem das outras :lol: Claro que isto introduz problemas com a distorção da música...

Quanto ao DRM, nem vale a pena fazer comentários :?

MensagemEnviado: Domingo Mar 09, 2008 7:28 pm
por sagardipak
hexphreak Escreveu:Essencialmente, as produtoras têm vindo a aumentar o volume das gravações artificialmente, para se destacarem das outras :lol: Claro que isto introduz problemas com a distorção da música...


Faz lembrar as minhas aulas :lol:

MensagemEnviado: Domingo Mar 09, 2008 7:57 pm
por jap
O vídeo em baixo demonstra bem o que o DRC (Dynamic Range Compression) dos programas de "mastering" tem feito nos últimos anos - degradando de modo muito notório a qualidade da música gravada nos CDs. O objectivo é simples: tornar a música mais "loud", de modo a captar mais facilmente a atenção, mas o resultado, que até pode parecer soar "melhor" numa primeira audição num ambiente ruidoso é, na realidade, bem mais pobre do que o som não comprimido - e quando a compressão é severa, a música torna-se "pesada" e desagradável. Os nossos ouvidos (e cérebro?) afinal, não são assim tão facilmente enganados. :lol:

Como funciona o DRC? Comprimindo dinâmica e artificialmente os sons mais fortes (por exemplo batidas de bateria ou acordes de guitarra), o nível médio do som do disco torna-se maior e os sons de média intensidade destacam-se, artificialmente, dos outros - mas perde-se a subtileza e a cor características de uma boa gravação. Quando se compara uma gravação sem DRC e outra fortemente afectada por esta prática não há dúvida que nos estão a vender "gato por lebre"! :?

Reparem que o truque do DRC é utilizado noutras áreas - em televisão, nos anúncios que têm a banda áudio tão comprimida que o "jump" do valor médio de dB do telejornal para os anúncios até nos faz dar um salto na cadeira, nos sistemas de som em grandes superfícies (para que a música não tenha muitos altos e baixos e funcione, literalmente, como música (?) de fundo,) etc....

Loudness war

Está no ar uma revolta global contra este estado de coisas, vejam aqui:

Movimento "Turn me up!"

MensagemEnviado: Domingo Mar 09, 2008 8:03 pm
por sagardipak
:shock: Que diferença!

Repararam como os tambores, como ele faz notar, parece que estão ao fundo de um túnel, em comparação com o original?

MensagemEnviado: Domingo Mar 09, 2008 8:18 pm
por hexphreak
Realmente, que crime :shock: É mesmo típico das grandes produtoras... Mas acho que já toda a gente reparou nos anúncios, eu já saltei literalmente da cadeira quando chegou o intervalo de um filme!

MensagemEnviado: Domingo Mar 09, 2008 8:22 pm
por sagardipak
Sim, é bastante comum. Já usaram isso como pretexto em comédias para fazer piadas. E infelizmente não é só o aumento de volume que as emissoras fazem... Há também a publicidade ao próprio canal nos noticiários!

Mas estamos a falar do DRC.

MensagemEnviado: Domingo Mar 09, 2008 9:06 pm
por jap
Uma explicação técnica simples de como funciona o DRC pode ser lida na wikipedia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Audio_level_compression


Na realidade, este problema é um contrasenso, pela seguinte razão: um CD em que a gravação é feita a 16 bits PCM permite uma gama dinâmica bem maior do que a gravação analógica em vinil, ou seja 96 dB. No início da era do CD, o engenheiro de som deixava tipicamente 18 dB de reserva entre o valor médio do som e o máximo de amplitude (que se convenciona 0 dB), correspondendo ao valor digital 1111111111111111. Os 18 dB de reserva (chamados na gíria de headroom) estão lá para aqueles picos de som, batidas fortes da secção rítmica, etc. Assim, assegura-se que não há saturação (clipping digital) e ainda sobram muitos decibeis para uma reprodução muito fiel da amplitude, mantendo uma boa resposta dinâmica. Mas na guerra do som mais forte, vejam o que aconteceu nos últimos anos aos bits de reserva:

What happened to dynamic range?

Na próxima sessão quarkiana irei demonstrar ao vivo o processo de DRC com uma música do nosso patrono e poderão julgar por vós próprios!

PS: Gosto muito do moto "Turn me up". Na realidade é quando basta para ouvir música mais alto - subir o volume. Por alguma razão estranha, as editores parecem acreditar que os consumidores não sabem fazer isso sozinhos! :P